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AUTISMO · LEITURA PARA FAMÍLIAS

Autismo e seletividade alimentar: compreendendo as dificuldades

Entenda como questões sensoriais podem influenciar a seletividade alimentar de crianças autistas e conheça caminhos de acolhimento.

Por Carolina Diehl · Nutricionista · CRN-10 12682

O que a alimentação tem a ver com o processamento sensorial?

Para algumas crianças autistas, o cheiro, a temperatura, a textura, a aparência e até o som de um alimento podem ser muito intensos. Uma fruta madura pode parecer completamente diferente da mesma fruta menos madura. Isso ajuda a explicar por que mudanças pequenas, aos olhos de um adulto, podem provocar grande desconforto.

Nem toda criança autista apresenta seletividade alimentar, e nem toda seletividade está relacionada ao autismo. É importante conhecer a experiência daquela criança, em vez de presumir uma causa única.

Por que o alimento aceito ontem pode ser recusado hoje?

O contexto faz diferença: cansaço, alterações de rotina, sensibilidade sensorial e experiências anteriores podem influenciar a disponibilidade para comer. Também podem existir questões gastrointestinais, dificuldades de mastigação ou outras condições que precisam ser investigadas.

Como apoiar sem transformar a refeição em disputa?

O papel da avaliação nutricional

O nutricionista pode avaliar a variedade alimentar, o consumo de nutrientes, o crescimento e as necessidades da família. Conforme o caso, o acompanhamento também pode envolver pediatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional e outros profissionais.

O objetivo não é fazer a criança comer de tudo a qualquer custo. É construir segurança alimentar, ampliar possibilidades quando viável e cuidar de suas necessidades nutricionais.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação nutricional individualizada ou acompanhamento de saúde quando necessário.

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